Hiato




Bom, gente. Não vai ser nenhuma surpresa o que vou dizer agora. Estou fechando o blog. Não apagando o blog, mas colocando-o em hiato por tempo indeterminado.

Estou sem paciência pra nada, como vocês já sabem. E manter um blog como o Cafofo era até então está impossível pra mim. Ler livros, resenhar, sortear, ou até mesmo contar sobre a minha vida está ficando sacal. Então eu fecho a casa, entro em balanço, vou 'viajar'. Deus sabe quando eu volto.

Achei bacana avisar porque né, respeito aos leitores. Obrigada a cada um por esse tempo todo, por todo o carinho que vocês tem me dado neste momento difícil, em todos os recadinhos aqui nos comentários, em privado, no Facebook, no Twitter. Sempre digo que vocês são incríveis e não é exagero. Sintam-se abraçados, cada um de vocês que veio aqui este tempo todo, não importa o que eu escrevesse.

E quando (se) eu voltar, podem deixar que aviso aos quatro ventos. Não vou me esquecer de vocês.

Até mais, e obrigada pelos peixes!

Wind of change

Começou muito antes do cataclisma do fim de maio.

Podia dizer que não percebi, mas era mentira. Eu vi. Vi aquela pequena fissura que a mudança provoca na gente. Meus interesses foram mudando. Primeiro atribuí isso a uma crise passageira, mas depois foi ficando pior.

O que me atraía antes já não me satisfazia mais. Eu estava inquieta, procurando coisas novas, fazendo outras sem entender muito bem o motivo. Você começa a tomar algumas atitudes que nem parecem você e que só dá pra compreender mais pra frente.

Então pensei em fazer algo novo. Fui atrás do que queria, do que estava com vontade, e fui me distraindo, enquanto ela, a mudança, saía da fissura, virava rachadura e enfim, com o cataclisma, abriu algo, irrompeu em mim, transbordou, vazou.

E foi assim que percebi.

Nunca mais serei a mesma. Tem alguém morando dentro de mim e eu sei que sou eu, mas ainda não conheço essa pessoa. Não sei se estou disposta a conhecê-la, mas percebo que teremos de conviver. Seremos forçadas a nos conhecer e então eu serei 'eu' de novo. Só não sei quanto tempo vai durar.

Esse eu, esse novo eu, já está mostrando a que veio. Recusei um convite que não teria recusado tempos atrás. Disse não a alguém a quem sempre disse sim e me senti bem por isso - e nem por isso briguei ou resolvi me afastar dessa pessoa. Continuo comprando livros, toneladas deles, na ânsia de aplacar minhas angústias e esse turbilhão de sentimentos novos que estão me povoando - mas não sinto a menor vontade de falar desses livros, do que estou vendo, ou ouvindo, desse novo mundo que me cerca e ao qual acabei de ser apresentada.

Eu, nova, num mundo novo. A vida está difícil.

Um passo por vez, um dia de cada vez, como numa reabilitação. Porque é uma reabilitação: esta sou eu aprendendo a viver novamente. Peguei um livro de duzentas páginas e me congratulei por ler cinquenta. Estou aprendendo a andar sozinha nas ruas de um novo jeito, porque antes eu também andava, mas hoje há um novo olhar. É como se estivesse numa nova casa, num novo bairro, numa nova cidade. Olho meus colegas de trabalho e me parecem outros. Tudo parece outro.

Não sei ainda aonde estou indo, não sei se estou ansiosa para descobrir. Um dia de cada vez, é o que me digo a cada novo dia de sol bonito, o sol que não apareceu no mês passado.

Um dia de cada vez.

Até chegar aonde eu ainda não sei.
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Resultado do Sorteio "O Duque e Eu"



Oi, gente.


Sem enrolação, vamos ao ganhador:


Parabéns, Greiciely Santos! O contato será feito por e-mail, conforme as regras para promoções do blog.

Obrigada a todo mundo que participou (foi muita gente, um recorde! :] ) e à Editora Arqueiro, claro, que cedeu o livro pro sorteio. Até a próxima!

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Comunicado da Gerência

Oi, gente.

Estou pensando em escrever algumas coisas aqui há algum tempo, mas realmente não estou conseguindo. Andei refletindo sobre um monte de aspectos do blog, do ato de blogar, sobre ler (ou melhor, não ler, porque não consigo ler nada), sobre que rumos dar a este blog, enfim... Sobre um monte de coisas. Pensei em entrar em hiato e avisar, depois pensei que esse hiato podia acabar a qualquer momento e então eu teria feito estardalhaço à toda, e fui levando. Isso foi no começo do mês.

Daí que nada aconteceu como planejado. Maio era mês de festa pra mim, mês de férias, de descobrir lugares novos, de escrever diários de viagem, de mostrar fotos. Maio era meu mês feliz.

Maio não é mais meu mês feliz. Nunca mais vai ser, e isso por um único motivo: aquela que era minha companheira de viagem, de vida, a maior ligação da minha vida, resolveu ir morar em alguma outra dimensão. Esta semana, como muitos de vocês já sabem, perdi minha mãe para uma pneumonia grave. Eu não sei o que vai ser da minha vida. Não sei ainda como vai ser essa nova vida que eu não planejei, mas estou vivendo um dia de cada vez.

Dizer como estou é um paradoxo. É claro que não estou bem, mas estou indo, na medida do possível, um dia de cada vez. É claro que o blog deixou de ser minha prioridade. Pode ser que mais para a frente eu decida e consiga fazer disso aqui um espaço de catarse, de escrever muito, talvez volte a ler outras coisas e comente aqui, talvez me cale. É muito cedo pra dizer. Por enquanto, vou ficar quietinha aqui no meu canto. E se eu não responder comentários, se eu não aparecer, por favor não pensem que estou sendo grossa. Vou responder, prometo, no tempo devido.

Outro aviso que deveria ter dado há tempos, mas esqueci: agora, depois de algum tempo, os comentários dos posts são fechados. Decidi fazer isso depois que comecei a receber comentários em posts antigos, de leitores que nem conheço, dando SPOILERS de livros que ainda não li. Como era sempre nos comentários de posts sobre determinada série, e eram muitos posts, achei mais fácil fechar a discussão de todos os posts depois de um certo tempo. Eram quinze dias, agora aumentei para sessenta. Nada impede que vocês me mandem um e-mail ou coisa assim se quiserem comentar algo de algum post mais antigo comigo. Quando tiver tempo e paciência, fecho os comentários dos posts específicos sobre essa série e libero o restante. Espero que vocês compreendam.

No mais, obrigada a todo mundo que tem me mandado mensagens carinhosas, de força, de amor. Vocês não sabem como isso é importante para mim, como tem me ajudado. Tenho os leitores e amigos "virtuais" mais incríveis do mundo.

E não se preocupem, porque o blog ainda não acabou. Só preciso de um tempo.

Paz e luz a todos!

PS.: Quanto ao sorteio que ainda está em andamento, não se preocupem. Vou cumprir com o compromisso de fazer o sorteio e todos os procedimentos com o ganhador.

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Tempos (e relacionamentos) modernos


Getty Images


A convite do Badoo, escrevo este publipost sobre relacionamentos online!

A internet mudou a vida das pessoas de um modo tão poderoso como poucas vezes se viu na história da humanidade. No entanto, creio que o maior impacto foi no modo como nos relacionamos com as pessoas. Quem pensaria, há vinte anos atrás, que seria possível começar relacionamentos - seja de amizade, seja de amor - com pessoas que vivem a poucas centenas ou milhares de quilômetros de nós? Ou ainda manter contato com aquele parente que se mudou pra longe ou reencontrar o amigo de infância que se mudou pra outro continente?

Curioso pensar como os relacionamentos online se misturam em nossas vidas, a ponto de os limites das relações "online" e "offline", por assim dizer, ficarem completamente borrados. Eu mesma já tive grandes amigos - a ponto de trocar confidências, de ficar preocupada com os acontecimentos das vidas deles, de trazer a amizade do meramente virtual para o real, o presencial - ainda que não fisicamente. A presença dessas pessoas é tão poderosa quanto a de um amigo que conhecemos pessoalmente. Nunca me aventurei em relacionamentos que começassem pela internet, mas hoje é uma coisa tão corriqueira que creio que muitos já nem sabem - ou diferenciam - a paquera ao vivo da paquera online, por exemplo.

Há tempos pensava em escrever sobre isso - os amigos online que já passaram pela minha vida, como todas as pessoas passam e deixam nosso caminho. Algumas simplesmente tomaram caminhos diversos, outras divergem de nós e se afastam. Amigos virtuais, desses que por motivos diversos criam laços tão fortes conosco, fazem tanta falta quanto alguém que encontramos do lado de cá da tela. Ousaria dizer que até mais, em algumas vezes.

Outra coisa que descobri nessa vida de 'interneteira' é que as pessoas legais e com quem mais temos afinidades parecem ter sido espalhadas a tal ponto que ficam longe de nós, fisicamente falando. Descobri-las não deixa de ser uma delícia e é melhor ainda quando podemos transformar esse encontro em algo real (tomando as devidas precauções, é claro, mas a essa altura acho que nem é preciso bater nesta tecla novamente, né?). Eu até poderia dizer que a gente acha sempre nosso amigo do peito virtual perfeito porque não tem chance de conviver com ele. No entanto, o modo como permanecemos em contato e estamos sempre conectados permite um tipo novo de convivência - e as brigas às vezes vem, mas faz parte de qualquer relação humana ter as suas diferenças, certo? Nem precisa estar tão perto para receber uma sapatada (virtual) de vez em quando...

Para mim, uma das melhores coisas que a internet proporcionou foi diminuir distâncias e mostrar que não há barreiras para a amizade, o amor e o afeto, que não deixa de ser menos verdadeiro por não ser fisicamente presencial... porque cada amigo que tenho e já tive, mesmo sendo um pequeno avatar, uma carinha numa rede social, mora dentro de mim e faz parte - para sempre - da minha vida.
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